Mundar

Ao escrever um texto, cometi um erro de digitação e me deparei com o novo verbo: “mundar”. Se eu optasse por mondar, simplesmente corrigiria e tiraria o n intruso da minha ação de mudança. Mas a vontade é de Mundar mesmo. Veio-me instintivamente um semi-pleonasmo: “É preciso mundar o mundo” (dentro de uma lógica um tanto quanto singular). No relance de meu piscar de teclado, seria como se sinônimo de humanizar. Mas fui além e descobri o mais além do pessoal verbo: ampliar, tornar cada mundo um mundo mesmo, em toda sua vastidão e infinitude. Em toda a sua semelhança com o popular mudar, o recém conhecido mondar e todas as associações possíveis (inundar ou adjetivar/ subjetivar com o imundo mundaréu), o meu mundar significa tentar incorporar e desfrutar de tudo que o mundo tem para oferecer. Sem pretensões megalomaníacas, é olhar para o mundo, composto tantos vários “submundos” fascinates (e não tão distantes). É ter e criar a possibilidade de vê-los, escolhê-los e aprendê-los. Mundemos nosso mundo/ nossos mundos! Sejamos por vezes redundantes, mas criemos nossos verbos.

~ por inteiramente em novembro 1, 2011.

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