Eu me escrevo

As minhas rimas nem eu sei ler
Ultrapassa-me o desejo de escrever
Com os sentidos rumo ao sem sentido
Com apreensão frente à incompreensão
Minha e de todos
Minha e de ninguém
Uma escrita
Para mim ou por mim, vaidade?
Para o outro ou pelo outro, ingenuidade?
Minhas linhas são sem destino
Decifrá-las um denso caminho
Torná-las simples, uma possibilidade?
Não controlá-las, um medo?
Minhas letras são sem um meio
Um refrão sem recheio
Aprenderei e me desvirtuarei?
Ignorarei e me libertarei?
Cenas das próximas palavras.

~ por inteiramente em agosto 3, 2011.

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