É isso aí: a lição MJ.
Quase em dia de finados e sem pieguice, fui ver ao cinema assistir a uma lição de vida. Ao longo do “musical” (e haja auto-controle para não dançar!), esquece-se que Michael Jackson morreu… Ele está ali e, apesar dos pesares, é vida pura, praticamente um mito encarnado! Talvez porque nunca o tenhamos associado a algo real. Criança da terra do nunca, borboleta de fases e narizes. Ele constrói castelos, chupa pirulitos (ficou horrível esse trocadilho sem intenção… perdão senhor!!) em pleno setting , freqüenta o abismo e abisma platéias, um mundo.
Menino que tanto apanhou e justifica suas ações “for Love”. Isso é vida, contradição, palco da talentosa singularidade tentando reverter um sofrimento. Nossas melodias, maluquices, bizarrices, danças, metamorfoses, desejos (e o recalque dos próprios) estão, guardadas as devidas proporções, personificados em MJ. Um thriller do Man in the mirror. Aos 50, mas com surpreendente corpinho, performance e voz de 20. Mesmo teimando em não crescer, ele já era enorme. Um espetáculo. “Heal the world. Save the music!”.
